Dr. Drauzio e o jornalismo meia boca

Para quem não conhece os bastidores do jornalismo, cabe esclarecer:
- um programa ou um quadro em um programa é antecipado com reunião te pauta, onde uma equipe discute os temas ou tema que serão abordados naquele programa ou quadro. Definido o tema, a pauta, então vem a pesquisa do local, dos entrevistados, levantando dados sobre os mesmo, sua biografia, suas histórias, entrevistas prévias e só então se parte para as gravações daqueles selecionados. E mesmo após as gravações, ainda temos a edição, onde serão escolhidas aquelas entrevistas que efetivamente irão ao ar.
Isto é apenas um resumo. Tem muitos mais tarefas.
Mas o ponto onde quero chegar é de que talvez tenha ocorrido uma falha na pesquisa, deixando de observar o crime do pedófilo entrevistado e abraçado pelo Dr. Drauzio. Não quero acreditar que o médico tenha, deliberadamente, entrevistado e abraçado um monstro que sodomizou, estuprou e assassinou uma criança de nove anos. Crime pelo qual está preso e cumpre pena.
Dada a repercussão negativa, a Rede Globo lançou nota explicativa e o próprio Drauzio também lançou nota,. onde diz ser médico e não juiz. Ora, como médico, mais que qualquer outra pessoa, sabe muito bem os danos que tal monstruosidade causou na família enlutada, sabe bem os impactos de tal crime sobre os pais e familiares daquela criança. Então, se faltou empatia, foi do Dr. Drauzio.
Não tenho evolução espiritual suficiente para ter empatia com pedófilos, não tenho alcance para entender tais atos perpetrados contra inocentes.
E como pai, não consigo conceber perder um filho. Uma dor incurável, para o resto da vida.
E vejam bem: estou falando sobre o pedófilo. Ai está o meu preconceito assumido. Não tratei da questão de gênero dor criminoso, que para mim é irrelevante. Não me importa se o criminoso ou criminosa é homem, mulher, trans ou gay. Me atenho exclusivamente ao fato de ser um monstro, pois não consigo qualificar pedófilos como pessoas, como humanos.