Xadrez para 2022 já começou


O xadrez político não pára, jamais descansa. As peças do tabuleiro estão sempre em movimento.

Rodrigo Maia vem tocando as pautas econômicas – aproveitando o vácuo da articulação política do governo Bolsonaro – para pavimentar seu caminho e se colocar como candidato à presidência em 2022.

De outro lado, o próprio Bolsonaro também já fala em reeleição, deixando claro que será candidato. Interessante que durante a campanha, um dos pontos de seus discursos falava contra a reeleição. Por outro lado, fritou Sérgio Moro publicamente – seu mais forte concorrente até o momento.

Da mesma forma, as “denúncias” contra Moro também tem como objetivo inviabilizá-lo para 2022, além de buscar a anulação de todo processo contra Lulla (que também poderia candidata-se, caso isto ocorra), fortalecendo as posições do PT e Haddad em consequência.

Dória já é pré-candidato e todas suas ações visam este objetivo. Será um forte concorrente a quem se apresentar, incluindo Bolsonaro, em função de suas administrações, tanto na prefeitura quanto agora no governo paulista.

Outro pré-candidato é Ciro Gomes. Sua língua afiada e suas críticas ácidas contra o PT, Lulla, Dilma e até mesmo contra o governo Bolsonaro, tem agradado parte da plateia, desiludida com os últimos governos.

Há ainda muitas peças a serem colocadas neste tabuleiro e poderão ocorrer algumas mudanças ao longo do caminho. Provavelmente Amoedo seja candidato pelo Novo, de novo, ou Romeu Zema – governador de Minas – caso sua gestão decole e seja exitosa. Freixo, Manuela D´Ávila, Luciana Genro são os nomes mais à esquerda.

Portanto, não adianta xingar o presidente do congresso. Ele está ocupado o espaço deixado pelo governo e sua incapacidade de promover a articulação política, ao mesmo tempo em que o próprio presidente não se compromete com muitas das propostas do seu governo.

Este é o jogo. E não é para amadores.