Fórum da Liberdade debate o indivíduo como agente da mudança


Diminuir a dependência do Estado e promover o empoderamento das pessoas foram algumas das ideias dos painelistas

No segundo dia, o Fórum da Liberdade promoveu um amplo debate sobre individualismo e coletivismo e os caminhos a serem percorridos para uma transformação na sociedade. Com o tema Agentes da Mudança, o painel contou com Anne Bradley, PhD em Economia e pesquisadora sênior do Acton Institute; Rodrigo Constantino, economista e colunista, e  Yaron Brook, presidente do Conselho de Administração do Ayn Rand Institute. A mediação ficou por conta da vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Giovana Stefani.

Anne Bradley falou da importância de não aguardar uma pessoa perfeita para liderar um governo e simplesmente escolher representantes como eles realmente são. Anne falou sobre a importância de uma sociedade colaborativa voluntária, “o aumento da renda em todas as classes econômicas é, na maioria das vezes, o sinal de uma economia vibrante, na qual ‘pessoas comuns’ são encorajadas a servir uns aos outros e a resolver problemas”, afirmou. Bradley acredita que é preciso empoderar as pessoas para sejam agentes da transformação e não ficar esperando o Estado dizer o que deve ser feito. “O Estado deve sair do caminho, pois muitas vezes é o impeditivo para o crescimento”, disse.

Rodrigo Constantino fez uma ampla análise sobre as características de uma sociedade coletivista e sobre o individualismo. “O coletivismo, o que considero uma praga, torna as pessoas reféns de um grupo e tira sua liberdade”, afirmou. Constantino acredita que o individualismo, no qual pessoas tenham a liberdade de buscarem o que acreditam ser uma vida ideal é o melhor caminho, porém, extremismos podem ser perigosos. “É louvável a ideia do egoísmo racional, mas de forma exacerbada e mal interpretada pode passar uma falsa impressão de que o indivíduo pode fazer o que quiser, quando quiser, e acaba por prejudicar o coletivo”. O palestrante vê que o caminho é as pessoas buscarem seu objetivos sem depender do Estado, mas que isso ainda está longe de acontecer no país. “As pessoas não gostam dos políticos, mas quando querem uma solução de um problema ficam esperando que ele traga a solução”, expressou. Encerrando sua participação, Constantino falou sobre a eleição de 2018: “Tenho o sonho que um dia uma eleição não seja tão determinante na vida das pessoas. Isso só mostra uma hipertrofia estatal”, finalizou.

Já Yaron Brook defendeu uma mudança na abordagem sobre o verdadeiro papel do governo e uma revolução de ideias. “É preciso uma rejeição do coletivismo, rejeitar que um grupo de pessoas deve controlar o indivíduo”, afirmou. Para Brook, o individualismo significa ter o direito de viver a vida que se julga ideal, mas isso não quer dizer que não devemos nos preocupar com o próximo. “O coletivismo é fácil, é bom, deixa a pessoa confortável esperando que o Estado cuide de seus problemas”, ironizou. O palestrante acredita que não há nada mais empolgante do que um mundo em que se tenha liberdade para prosperar, que é necessário manter a paixão acesa na busca por mudanças, estudar e propagar ideias de liberdade ao próximo. Brook disse que a política não vai nos salvar, “sempre que é dado o poder sobre você mesmo para um grupo de pessoas, você está perdendo um pedaço seu”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Comunicação IEE - Instituto de Estudos Empresariais