Porto Alegre faliu























Porto Alegre faliu.
A imagem não permite qualquer sombra de dúvidas. É a sede da gerência da zonal norte da SMAM, localizada na Av. Ceará 1700, atrás das Praça Júlio Andreatta (novamente ocupada por sem tetos) e em frente a Praça São Geraldo, onde também funciona uma creche municipal - Passarinho Dourado.
O mato alto, lixo, demonstram o descaso da administração - e não falo apenas do prefeito - posto tratar-se de sede de uma secretaria cujo objetivo é cuidar do meio ambiente. Acaso não há ninguém, nenhum funcionário, capaz de realizar uma capina? Não há, na sede, ferramentas para tal?
A falência da cidade vai muito além da falta de recursos financeiros. A falência se sedimenta no espírito pobre, no abandono daqueles que deveriam zelar pelo patrimônio público.























Dezesseis anos de governos PTistas, ao final da gestão João Verle (vice de Tarso Genro, assumiu a prefeitura quando este renunciou "peremptoriamente" para disputar o governo do estado), Porto Alegre vivia o caos financeiro: dividas milionárias, sem crédito e capital para investimentos. 
José Fogaça assume e leva dois anos do seu primeiro mandato para colocar as contas em dia, para então começar a arrumar a cidade. Acompanhei de perto. Saiu no primeiro ano do segundo mandato, deixando as responsabilidades nas mãos de José Fortunati. Como o plano de governo já estava formado, Fortunati não pode mudar muitas coisas. Acabou com alguns projetos em andamento, como a bem sucedida "Governança Solidária Local". Sobrou a secretaria, com todos os projetos engavetados.
Fortunati concorre novamente, tendo Sebastião Melo como seu vice. E ai, com projetos mal elaborados, "obras da copa" - em parceria com o governo Dilma, que os deixou no meio do caminho depois - afundaram novamente as finanças da capital dos gaúchos, conquistando o "status" de pior gestão que a de Verle.
Talvez esta sucessão de governos desastrosos tenha abalado a estrutura emocional de funcionários e dos próprios munícipes. A cidade está suja, os prédios públicos deteriorados, sensação de abandono total.
Minha Porto que já foi Alegre, agora é a imagem esculpida e encarnada da tristeza e da melancolia.