A estratégia de Lulla e do PT

No próximo dia 24 será julgada a apelação de Lulla sobre sua condenação em primeira instância. Lulla não será preso – como muitos propagam, principalmente nas redes sociais – pois ainda há possibilidade de recursos e é óbvio que seus advogados utilizarão.

Dependendo dos votos dos juízes, dois recursos são possíveis:

- Embargos de declaração: caso haja unanimidade, é solicitado esclarecimento da decisão; e
- Embargos infringentes: não havendo unanimidade, cabe recurso contra a decisão.

Também tentarão anular o processo. Mas tudo é apenas jogo, empurrar com a barriga e tentar evitar a prisão.

Como as candidaturas somente serão oficializadas após 20 de julho, manterão Lulla em campanha. Mesmo condenado e sentença confirmada, ainda tentarão recursos junto ao STF e STJ, para evitar cair na Lei da Ficha Limpa. E ainda tentarão recursos junto ao TSE.

O prazo limite é final de setembro, quando as urnas eleitorais são atualizadas e inseridas as candidaturas – com nomes e fotos dos candidatos. Mesmo que os recursos sejam negados e Lulla seja obrigado a se afastar, o estrago estará feito: as urnas não serão recolhidas para nova atualização.

Assim, na última hora, Lulla apresenta seu substituto na disputa. O mais cotado até o momento é Fernando Haddad. Porém, poderão ocorrer surpresas na reta final e surgir outro nome.

Lulla e o PT não se importam em lançar o país no caos e aprofundar a crise institucional já existente. O objetivo é o poder, como sempre foi.

Silvio Luiz Belbute
Sociólogo e Jornalista (MTb 0018790/RS)