Misancene - o julgamento parte I

Aos incautos e apressados, o julgamento de Dilma representa o fim de uma era, o fim do PT, o enterro de Lulla (sempre grafo Lula com dois "eles", pois em nada difere de Collor). Ledo engano. A ida da claque ao senado para aplaudir a fala da presidente afastada é demonstração eloquente de sua vitalidade e obstinação.
Sim, chegamos aqui pela vontade da população, apropriada pelos ditos "movimentos" Brasil à fora, hoje mais dedicados nas campanhas de seus candidatos a vereador e prefeito.
Não, quem os conhece, sabe bem estarem bem vivos e fortes, prontos para o bote, mesmo feridos.
Quando a pressão estava alta e o povo motivado, surgiram os "meninos da marcha à Brasilia", esvaziando as ruas, com apoio massivo dos ditos "entendidos" e daqueles mesmos movimentos. Os tais jovens líderes biônicos, engendrados e empurrados goela abaixo pelo "establishment", cumpriram perfeitamente seu papel, jogando no colo da mesma esquerda que diziam combater, o protagonismo do processo.
Assistimos apenas o teatro farsesco de um jogo de cartas marcadas. Nada mudará. Haverá, sim, uma sensação de melhoria em diversos setores da vida nacional. Mas a faxina e limpeza necessárias ao saneamento da política, não ocorrerá.
Basta ver as candidaturas nas capitais, basta ver os candidatos melhor colocados nas pesquisas de intenção de voto; perceberemos a triste realidade: nada mudará, ao contrário, como por exemplo em Porto Alegre, tudo ficará ainda pior.
Aos olhares mais atentos fica claro o papel de Dilma, longe de ser a protagonista, é apenas coadjuvante da farsa atualmente encenada.