Neo-Obscurantismo


Que tempos vivemos.
Pessoas de bem facilmente são tomadas pelo fanatismo, sem sequer se darem conta de que estão formando uma nova inquisição, promovendo uma nova "caça às bruxas". E por razões e conceitos unicamente elaborados em suas mentes.

Nesta semana tive a grande felicidade de assistir a uma palestra do professor José Geraldo Taborda, psiquiatra forense, falando sobre as "doenças sociais". Espetacular abordagem dos temas ligados as ondas de criminalidade, estreitamente vinculadas ao estado policialesco instalado, parte da agenda NEOCOMUNISTA em curso.

Não é a toa os linchamentos públicos a que temos assistido. Sejam eles físicos, pela total descrença na capacidade do estado em coibir a violência; sejam os morais, pela total incapacidade das pessoas desenvolverem empatia.

Empatia é um dos sentimentos mais nobres que o ser humano pode cultivar, pois é a capacidade de se colocar no lugar o do outro; de tentar sentir o que sentiria um outra pessoa se estivéssemos em seu lugar, se calçássemos seus sapatos, se trilhássemos seu caminho.

Sim, as causas são importantes.
Sim, a luta contra os totalitarismos são fundamentais.
Sim, impedir que um projeto NEOCOMUNISTA se instale no Brasil é prioritário. E já está em curso.

Mas não podemos nos igualar aos que combatemos, sob pena de apenas estarmos trocando de lugar com eles.
Tenho muito medo de, ao combater o NEOCOMUNISMO, acabarmos por instaurar o NEO-OBSCURANTISMO.

Não "caçarei bruxas". Sou defensor inarredável do estado de direito, que supõe o direito a ampla e total defesa, garantias e constitucionais, como o direito a privacidade, além da liberdade de expressão.

"Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você."(Nietzsche)