Jornalista gaúcho é patrulhado por PTista

É assim que agem os canalhas: impondo seu ideário fascista pela intimidação de pessoas de bem, alegando que jornalismo tem que ser "isento". Isento apenas quanto se trata de criticá-los. Quando se trata de criticar aos outros, ai o jornalista "tem que ter opinião".
Parabéns ao meu amigo Cleber que gravou e desmascarou este covarde.



Do Cleber Benvegnú - de sua página no Facebook

"Acabei de informar que um sujeito ligou em meu celular, na tarde de hoje, mais de dez vezes. Não o conheço e não sei como conseguiu meu número. Apresentou-se como funcionário da Receita Federal. Depois se disse aposentado. 

Cheguei a desligar mais de uma vez. Por fim, decidi gravá-lo. Pessoalmente, tem uma questão de segurança envolvida: onde foi que o cara conseguiu meu celular? Ele não respondeu quando insisti nessa pergunta, momento em que desligou. Queria saber se havia sido no cadastro da Receita, mas antes preciso confirmar se, de fato, ele é vinculado àquele órgão. Enfim, sobre esse aspecto, decidirei o que fazer. Talvez até divulgue a gravação, pois acabou sendo divertida – em certo aspecto.

A questão é que o cidadão está irritado com o que escrevo e com o que digo na televisão. Ele não gosta de minhas opiniões, e por isso me interpelou.

Em resumo, ele quer que eu seja isento. Que coisa, já escrevi mil vezes que não sou isento. Nunca invoquei isenção ou imparcialidade. Não esperem isso de mim. Desculpa, sou jornalista de opinião. Mesmo se não fosse, pouco importa. Opinião livre, minha.

Tenho respeito pelo contraditório e pelo próximo, inclusive por quem discorda de mim, mas não pago pedágio para parecer querido ou isento. Aceito mudar de ideia, mas não me guio pelo medo de desagradar intelectualmente alguém - inclusive quem possa estar mais próximo, digamos, ao meu campo de pensamento.

Afastei-me da militância partidária por questões profissionais, mas também para ter ainda mais essa liberdade de opinião. Então, não tenho mais sequer o óbice do proselitismo político, respeitando quem precise conviver com essa circunstância.

Ademais, isenção nem sempre, ou quase nunca, é sinônimo de mérito. O Evangelho que o diga sobre os mornos (Ap 3,16). Mas estou de boa, isso só me motiva a seguir adiante."