Chat On ou Chaton?

chaton Dias desses fui instado a me manifestar sobre os mensageiros eletrônicos (MSN, GTalk, Skype), do ponto de vista de estar “disponível” ou “ocupado”. A questão referia-se às pessoas que, ao verem piscar o “fulano acabou de entrar”, logo puxam conversa.

Pois bem. Estar “on line” não significa necessariamente estar “disponível”. Pelo menos não “disponível” para todo o universo virtual. Estar “on line” significa estar ligado, conectado, muitas vezes buscando informações, outras vezes compartilhando informações, tantas vezes trabalhando.

Exatamente pensando nisto que a maioria dos mensageiros implantou há algum tempo a opção “invisível”. Você está “on line”, mas escondido. Não aparece para os demais amigos virtuais.

Já passei por situações em que estava trabalhando, escrevendo, com os mensageiros abertos na opção “disponível” e fui interrompido pelos quadrinhos brilhantes de pessoas desejando conversar. Claro que distrai, perdemos a concentração no que estávamos fazendo.

Nestas ocasiões devemos ser sinceros (aliás, sempre devemos ser), dar um oi e dizer “olha, agora não posso falar, estou ocupado”. Da mesma forma que agimos quando alguém nos chama ao celular ou telefone num momento em que não podemos atender.

Há no mundo virtual a ansiedade do imediatismo. Alguns segundos parecem uma eternidade. E as pessoas agem e reagem a este estresse, característico de nossos dias. Não precisamos entrar nesta onda, também não precisamos ser grosseiros. Afinal, escolhemos estar conectados. Mais que uma escolha, uma necessidade.

Tudo se resume ao bom senso. Se vir que alguém entrou, não preciso clicar correndo para falar, a menos que de fato tenha algo importante para comunicar. Se estiver desocupado, dou um oi e aguardo. Não havendo resposta, deixo para lá, sem ficar incomodado pela falta de retorno.

Se utilizarmos os mensageiros também para trabalhar, uma boa saída é criar duas contas. Uma profissional, onde estarão apenas os contatos de trabalho (fornecedores, clientes) e outro pessoal. Fiz isto há anos.

Podemos estar com o “Chat On”, mas não precisamos ser “chaton”.