PRÓXIMA ETAPA: GUERRA CIVIL

Escrevi este artigo em março de 2003, publicado no Baguete Diário. Mais atual que nunca.
O Rio de Janeiro é o estopim do que poderá ser a próxima etapa: Guerra Civil. Para quem acha que estou exagerando, basta assistirem aos noticiários e verem os governantes discutindo vaidades, enquanto o narcotráfico e o crime dão provas de organização e mobilização. A população vem assistindo passivamente, vendo seus filhos, maridos, esposas, enfim seus entes queridos sendo assassinados sem que o Estado tome qualquer atitude para resolver a questão.
As passeatas e campanhas contra a violência estão com os dias contados e o cidadão comum já comenta nas ruas que é hora da sociedade reagir. Quem duvidar, fale com as pessoas nas ruas, nas lojas, nos ônibus...Ouvirão que a paciência está chegando ao limite.
Como disse acima, o Rio de Janeiro é o estopim, mas os barris de pólvora estão espalhados em todos os recantos do Brasil. E irão explodir um após o outro.
Não há mais tempo para discursos demagógicos e jogos de vaidade e de poder. Está na hora de ações concretas, mobilizando os políticos, governos e sociedade. Há três semanas mantinha minha opinião contra a pena de morte, mas sou forçado a rever meus conceitos e meus princípios. Não é possível que o noticiário seja dedicado a um marginal. Também não é mais cabível que se discuta o que fazer com ele, tendo as provas contundentes de que ele é realmente culpado de todos os crimes que praticou.
O pobre, o humilde morador das favelas não é criminoso por sua condição. Este deve ser protegido. Mas o estado tem que agir com rigor e isto significa erradicar o crime e o narcotráfico: fechamento das fronteiras; ocupação militar dos morros cariocas; revisão da legislação: com ampliação das penas para sequestradores, terroristas, traficantes, assassinos; redução da idade para responsabilidade criminal para 15 anos.
Muitos dirão que estaremos abrindo precedentes para a morte de inocentes. Pergunto: já não morrem inocentes demais diariamente sem que nada aconteça?
Devemos ter claro em nossas mentes que estamos em guerra. E por enquanto os bandidos estão vencendo as batalhas. Não por demérito de policiais mal remunerados que arriscam suas vidas diariamente, mas por governos incompetentes que teimam em tratar criminosos como delinquentes passiveis de recuperação.
O que assistimos no Rio de Janeiro é terrorismo urbano. Não tem outro nome. E como tal deve ser tratado.
Ou o Estado age, ou será responsável pelo massacre do povo brasileiro.