Ministério da Dilma – I parte


Especular não é pecado. Então não custa avaliar alguns nomes que estiveram sempre próximos de Dilma ao longo da campanha.
Antonio Palocci é o primeiro nome que surge. Condutor da política econômica no primeiro mandato de Lulla. Seria a escolha natural do atual presidente para sua sucessão, depois da queda de José Dirceu. Mas vieram os escândalos da “máfia do lixo” de Ribeirão Preto, ao tempo que foi prefeito; os dólares de Cuba para financiar a campanha de 2002 e o “estupro” da conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Palocci renuncia ao cargo de Ministro, se afasta dos holofotes e Lulla queima sua segunda opção.
Talvez Dilma o resgate para a condução da economia novamente ou para a Casa Civil.
José Eduardo Dutra, atual presidente do PT, presidiu a Petrobrás e a Petrobrás Distribuidora. Um dos coordenadores da campanha de Dilma e que nega “peremptoriamente” a indústria de dossiês instalada na Casa Civil. Poderá voltar para a Petrobrás, ocupar a Casa Civil ou presidir a futura empresa pública de exploração do pré-sal.
José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT, coordenador jurídico da campanha de Dilma, descontente com as atuais regras do jogo eleitoral, resolveu não se candidatar novamente. Ex-namorado da musa comunista gaúcha Manuela “e ai beleza” D’Avila. Coringa poderá ocupar qualquer posição no futuro governo.
E por falar na musa, tem fortes chances de emplacar um Ministério a comunista Manuela. Seja na Educação ou na Cultura, que lhe garantirá visibilidade nacional e principalmente lhe cacifará para as próximas disputas regionais, em 2012 à prefeitura de Porto Alegre, ou 2014 ao governo do estado do RS.
Mendes Ribeiro Filho, do PMDB do RS, que coordenou (?) a campanha de José Fogaça ao governo gaúcho, Dilmista de primeira hora. Ficou solitário em sua posição, como um dos raros deputados federais gaúchos alinhados com Lulla. Os demais apoiaram Serra, que virou o jogo e venceu Dilma no Rio Grande do Sul no 2º turno. Poderá ocupar a Previdência Social.
Sem esquecer Ciro Gomes. Mesmo tendo declarado que Serra tinha melhores condições de governar o Brasil, metido o pau no PT, certamente não será esquecido por serviços prestados e entra na cota do PSB.
Vamos continuar especulando e explorando novos nomes.
Claro, sempre lembrando que José Dirceu seguirá como “eminência parda” no futuro governo também.