Exército não é polícia

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Há muita confusão e desinformação nesta questão toda que envolve o uso das Forças Armadas em nosso território.

Primeiro porque há uma hierarquia a ser seguida: o Comando das Forças Armadas responde diretamente ao presidente e ao Ministro da Defesa. Não se subordinarão ao governador e muito menos ao secretário de segurança.

Segundo: Exército é preparado para a guerra, não para policiamento ostensivo. Vão para matar, não para prender. Não reagirão aos ataques, atacarão de forma dura e firme.

Na primeira intervenção do Exército no Rio de Janeiro, houve muita controvérsia e o resultado não foi o desejado. Tanto assim que o terrorismo recrudesceu, está mais preparado, tanto em efetivo quanto em armamento.

Se o Comando não receber “carta branca” para agir e coordenar as demais forças de segurança do estado, será novo fiasco.

E é disto mesmo que estamos falando: terrorismo. Não adianta tergiversar, chamando de “ataques do tráfico”, “ações do crime”. Nada disto: é TERRORISMO sim.

Assistimos ações de guerrilha urbana, muito bem preparadas e articuladas, ao modelo da Al Qaeda. E o objetivo dos terroristas é colocar o Estado de joelhos, desmoralizar as instituições, impor medo na população. E nisto, senhoras e senhores, estão obtendo sucesso.

O pânico está instalado. A população está com medo. E as instituições do Estado, como sempre, demoram a agir e quando agem, o fazem com frouxidão, lentidão, com resultados medíocres. Não resolvem, são apenas paliativos. Transferir presos não elimina o problema. Eles já esperavam por isto.

Os terroristas têm os mapas completos da cidade. Suas células estão treinadas e orientadas, realizam atentados em sincronia, me diversos pontos, exatamente para dividir o efetivo policial. Conhecem as táticas policiais. Tem todas as rotas de fuga.

Iludem-se quem pensa que “fugiram” da Vila Cruzeiro. E neste momento não adianta colocar “panos quentes”. Louvar as ações policiais. Se bem sucedida, haveria um mar de cadáveres. O morro estaria tingido de sangue. Mas ai a mídia brasileira cairia “de pau” nas autoridades policiais. Assim como os “defensores dos direitos humanos”, que só se solidarizam com a bandidagem. Nenhuma linha no caso do ataque aos jovens, no caso da homofobia.

Não entende, a mídia, que estamos em GUERRA. Guerra Civil. E que inocentes já vem morrendo há muito tempo e vão morrer mais. São as vitimas inocentes, os “efeitos colaterais”. Que infelizmente ninguém deseja, mas deverão ser absorvidos.

É patético assistir ao noticiário, com glamorização dos armamentos e equipamentos bélicos. Deveriam focar no tema que importa: como reagirão nossos legisladores frente as ações terroristas. O resto é bobagem.

Caso contrário, assistiremos em tempo real, ao vivo e a cores a tomada do poder.

Não nos iludamos, não estamos falando de civis que portam fuzis. Estamos falando de efetivo treinado e que sabe muito bem o que fazer e como fazer.

A entrada das Forças Armadas no cenário se faz necessária. Haverá baixas, muitas. E as imagens não serão agradáveis. Mas o momento exige firmeza.

Se você se chocou com as imagens da guerra do Iraque, prepare-se, aqui será pior.

O que menos importa agora são a Copa e os Jogos Olímpicos. O que interessa é restaurar a paz, a segurança dos cidadãos, e as instituições.

E não tenham dúvidas que o exemplo do Rio será seguido em outros estados, caso os terroristas não sejam eliminados e neutralizados.