Constatações

I: Sou, acima de tudo, democrata. Me rendo ao resultado das urnas, não pode ser diferente. Por mais que o que vi nas ruas não reflita seus resultados. Assim o povo desejou. Assim seja. Faço parte dos 24,74% dos que preferiam outra alternativa. Agora sou oposição!

II: Com 18,40% dos votos, Yeda sai vencedora, depois de 4 anos sendo torpedeada quase diariamente. Se desejar poderá disputar a prefeitura em 2012 ou o Senado em 2014. Pena que o que fez, será desfeito a partir de 1o. de janeiro de 2011.

III: José Fogaça foi vitima, primeiro, das indefinições, idas e vindas do PMDB. Segundo, ficou embretado entre seu desejo de apoiar Serra e a exigência do PDT em apoiar Dilma. Subiu no muro. E lá ficou. Gaúcho gosta de definição clara. Mais ou menos não serve.

IV: Fica provado, mais uma vez, que voto não se transfere. Lulla da Silva, do alto de seus 80% de popularidade (?), não impediu o 2o turno. Assim como não elegeu Mercadante em seu estado, São Paulo. Mesmo com os "institutos" de pesquisa forçando a barra. No país, 30% é a margem histórica do PT, seja quem for o candidato. Os 16% a mais são fruto dos bolsa-esmola, fantasias marketeiras dos PACs.

V: A "Onda Verde" pró-Marina se deu nas redes sociais, não nas redes digitais. Foram adesões voluntárias de pessoas realmente comprometidas com as propostas. Marina foi o "novo" nesta eleição. Sem radicalismos, abocanhou 19% do eleitorado. Heloisa Helena, na anterior, ficou com 7%. Era mais radical, dai não cresceu. Com esta marca o PV tem tudo para se consolidar e vai incomodar nas próximas eleições.

VI: PV marcou para o dia 17 definição do partido para o 2o turno. Gabeira, no Rio, já disse que apóia Serra. Independente da convenção do PV, boa parcela do eleitorado de Marina não votará em Dilma. Resta saber se Serra saberá aproveitar. A começar pelo fato de Marina ter sido isolada por Lulla da Silva no ministério, forçando sua saída.

VII: quando Lulla da Silva isolou Marina no ministério, deixando-a engessada e forçando sua saída, Dilma como chefe da casa civil nada fez em seu auxilio. Agora não adiantam afagos, que são meramente interesseiros. E Marina sabe bem disto. Dilma não tem agenda ambiental!

VIII: Serra vencendo e o PMDB gaúcho apoiando, José Fogaça poderá ocupar o Ministério da Educação e Osmar Terra o Ministério da Saúde.

IX: Marina Silva não se renderá por cargos num futuro governo, mas poderá desenvolver uma agenda ambiental e de sustentabilidade.

X: Como previsto, os candidatos não souberam usar as Redes Digitais. Não souberam otimizar a Internet em suas campanhas. O chamado “Efeito Obama” passou anos-luz daqui.

XI: Interessante que nem toda campanha irrigada de recursos garantiu eleição. Candidatos esbanjando saúde financeira ficaram muito abaixo em número de votos. Outros, apostando nas Redes Sociais (comunidades, contato direto, olho-no-olho), mesmo com recursos escassos, obtiveram resultados muito melhores.