Jornalismo de verdade

No post anterior falei sobre as diversas fontes de informação, sobre a formação da “opinião pública” e sobre o trabalho jornalístico.

Continuo no tema, trazendo como exemplo o Blog do Políbio Braga (www.polibiobraga.com.br). É um exemplo de jornalismo bem feito, buscando informações, checando fontes e publicando apenas o que seja possível confirmar e confrontar.

Nesta semana Políbio Braga desmancha as versões publicadas na Veja e em outros jornais locais (que ouviram apenas um lado) e ainda traz a luz o que a mídia local não viu ou não quis ver: os contratos do vice-governador com a Ulbra (http://polibiobraga.blogspot.com/2009/05/eis-as-provas-documentos-dos-contratos.html).

Foi além, demonstrando que as relações de Magda Koenigkan com Lair Ferst eram bem mais profundas que a intitulada “viúva” de Marcelo Cavalcanti dizia ser. Vale a pena ler e analisar as informações: http://polibiobraga.blogspot.com/2009/05/mentiras-meias-verdades-e-espertezas-da.html. E neste link, a prova cabal das relações entre Magda e Lair: http://www.polibiobraga.com.br/fax.htm.

A experiência de mais de 40 anos no jornalismo, atuando em órgãos nacionais e regionais da imprensa, conferem a Políbio Braga as condições de “não comprar gato por lebre”. Com “feeling” aguçado, sente o cheiro da mentira e parte em busca da verdade. Como faz neste caso.

Dá gosto ler, pois não se trata apenas de opinião: baseia-se principalmente em provas documentais irrefutáveis. Ai entra a experiência do advogado, graduado na UFRGS.

 

 

Este perfil já lhe causou inúmeros problemas: processos e perseguições. No período do governo Olívio Dutra, no estado, ao lado de outros 17 jornalistas, foi sistematicamente perseguido, como retratado no livro “Vanguarda do Atraso”.

 

 

 

 

Políbio Braga também é autor de outro livro-bomba, recheado de informações importantes: “Herança Maldita”. Trata-se de uma análise minuciosa sobre os 16 anos do PT à frente do governo municipal e a chegada de José Fogaça à prefeitura. São leituras recomendadas, ainda mais neste período pré-eleitoral.

 

Como disse, para formar nossa opinião e pensamento, devemos nos abastecer em diversas fontes, saber ler nas entrelinhas e tirar nossas próprias conclusões. Já dizia o ditado “contra fatos, não há argumentos”.

Há uma luz no fim do túnel e não é do trem. Jornalismo assim, focado em fatos concretos e comprováveis, jornalismo verdadeiro, é o que ainda mantém nossa esperança.

Parabéns Políbio.