...nos olhos dos outros é colírio!

Pois então. Mais uma farra, só que esta não é do boi. Nem da vaca ou de qualquer outro bicho. Mas é “animal”.

Farra com a nossa grana, diga-se de passagem. Porque nem o Senado nem a Câmara, ou qualquer parlamento, produz dinheiro: vivem as nossas custas e expensas. E vivem muito bem, obrigado.

É verba de gabinete, é verba para combustível, é verba para moradia, é verba para alimentação, é verba para telefone, é verba para locomoção, é verba para turismo... Epa! Verba para turismo? Com direito de levar a família? Namorada? Amante? Sim senhoras e senhores: é o “auxilio - disney”.

Se bem que nem precisariam ir tão longe, porque do jeito que levam as coisas, Brasília está mais para parque temático, que para Capital Federal. Se continuasse no Rio de Janeiro, certamente tudo acabaria em samba. Mas como a maioria dos parlamentares é de São Paulo, acaba tudo em pizza. Nada contra este dois estados, muito menos seus habitantes.

Mas pensando bem, nós somos os culpados disto tudo. De todos estes males que vimos estampados nas manchetes. Suas raízes estão na sociedade, pois somos nós que elegemos quem se beneficia desta farra com dinheiro público. E pior: não cobramos, não exigimos explicações, não nos indignamos mais.

E no meio de tudo isto, cai mais uma “vestal”. Nascido da costela do PT, o PSOL agora tenta emplacar uma nova ética: pagar passagem para a namorada não pode, é um vexame; mas pagar passagem para o novo “caçador de marajás” pode sim. Afinal, coitado, está sendo perseguido pelas “elites sanguessugas da riqueza nacional”.

Lá vamos nós de novo. A culpa sempre acaba nas elites, mas ninguém conseguiu até hoje definir precisamente “quem são as elites”. Fica aquela coisa tipo Jânio Quadros, as tais “forças ocultas”. Meu Deus acho que vou para uma sessão espírita.

Cá entre nós: quem ganha mais de 20 paus por mês, mais verba disto e daquilo, direito a viajar o mundo sem produzir um centavo do que gasta, não seria uma parte desta tal de elite?

E viva La revolucion!

Como já havia escrito antes, o delegado seguirá na esteira do Enéas, Clodovil (que Deus os tenha), entre outros e fará, por baixo, 800 mil votos em 2010. E nestas quantas, até é bom que seja expulso dos quadros da Polícia Federal, pois será mais um item de sua plataforma de injustiçado número 1. E com ele pelo menos mais dois ou três se elegem, ampliando a bancada do PSOL na Câmara.

Ou seja, “tudo como dantes no quartel d´Abrantes”.