Ciência não é uma abstração

Ciência, do latim scientia (conhecimento, saber), não é uma abstração. É real e tudo que há, se deve a ciência. Não importa se o método foi empírico (baseado na experiência) ou científico (baseado em observação). Até porque, na maioria das vezes se parte do empirismo como observação dos fenômenos, para então buscar entendê-los, explicá-los e comprová-los.
Nas ciências sociais não é diferente: filosofia e sociologia se encarregam de observar os fenômenos sociais, propondo hipóteses, formulando teorias e finalmente chegando a conclusões sobre suas motivações e consequências.
E há também as ciências jurídicas, as ciências médicas e por aí vai.

E para tudo, há métodos.
Dizer da ciência uma "abstração", é apenas mais uma manifestação do pensamento obscurantista, refutando hipóteses e teorias, baseado exclusivamente em "crenças".
É assustador, em pleno século XXI, percebermos crescer este obscurantismo, procurando rechaçar o enorme acúmulo de conhecimento conquistado pela humanidade nós últimos séculos.
É assustador percebermos que hoje Galileu Galileu, poderia ser novamente preso, ao demonstrar a farsa na crença do geocentrismo.
É assustador percebermos que as palavras de um leigo tem mais valor que as palavras de um cientista.
Ciência não é uma abstração. Veja a tua volta, tudo o que tens ao teu redor, desde a água que sai da tua torneira... é tudo real, é tudo ciência.
Ciência é conhecimento. Refutar o conhecimento, nada mais é que obscurantismo.

Sílvio Luiz Belbute
Jornalista e sociólogo
Mtb 0018790/RS

Moro acertou um tiro de 22 no presidente


O ex-ministro e ex-juiz usou de estratégia bem pensada e planejada, alvejando com precisão o alvo.

Moro não se incriminaria. Caso acusasse ao presidente de ter cometido crime, estaria acusando a si próprio. Deixou a questão em aberto, provocou a reação de Bolsonaro, que confirmou o teor das conversas.

Moro alvejou o presidente com um tiro de calibre 22. Não foi letal, mas causou um estrago enorme.

O calibre 22 tem baixa capacidade de letalidade, dependendo onte atinja o alvo. Porém, causa um grande estrago, pois obriga o cirurgião a fazer uma enorme incisão para buscar os fragmentos do projetil.

Os cirugiões serão a PGR e o STF. Terão de abrir o corpo para buscar os fragmentos e ai está o estrago. É uma cirurgia que dura muito tempo e sua recuperção causa muita dor.

Os objetivos na insistência de Bolsonaro na troca do comando da Policia Federal são claros: sendo paranóico e sofrendo de delirio persecutório, deseja ter acesso aos relatórios de inteligência da PF; quer interlocução direta e subordinação absoluta, inclusive para solicitar investigações sobre seus desafetos e inimigos políticos; no caso do Rio de Janeiro, monitorar e evitar que investigações cheguem aos seus filhos, ao mesmo tempo em que deseja investigar o governador (antigo aliado), buscando armas para combatê-lo em um possível embate político em 2022.

Produzir dossiês contra inimigos e mesmo aliados, para mantê-los em rédeas curtas, não é novidade. Quem leu “Assassinato de Reputações~, de Romeu Tuma Jr, sabe muito bem que no governo Lulla, Tarso Genro – então como seu ministro da justiça – havia montado uma central de produção de dossiês nos porões do Palácio do Planalto. Está tudo lá. E ninguém do partido dos trabalhadores, nem sequer Lulla, se manifestou sobre o livro de Tuma Jr o sequer o interpelou judicialmente. Quem cala, consente.

Em nossa republiqueta de bananas, os governantes utilizam das instituições republicanas para seus fins pessoais. No período militar no Brasil, era instrumento de governo; desde a redemocratização, passou a ser instrumento de poder.
Talvez um dia amanheceremos cidadãos de verdade, e como tal, respeitaremos a independência e autonomia das instituições de Estado, elegendo governantes com projetos de país, focados em atuações executivas, promovendo e estimulando o desenvolvimento nacional. 

Policias (federal, estaduais), corporações militares (Forças Armadas inclusive), Banco Central, entre outras, são órgãos de Estado e, para bem protegerem nossa democracia, não devem se confundir com órgãos de governo (ministérios, secretarias e suas subordinações).

Moro representa o verdadeiro espírito republicano, Bolsonaro representa o verdeiro espírito republiqueta. 
Não há muitas distinções entre Bolsonaro e Hugo Chavez, para ficar apenas neste exemplo. Na Venezuela já sabemos o que aconteceu e acontece. Por aqui ainda temos ferramentas de pesos e contrapesos.

O tiro de Moro será ainda mais dolorido e de recuparação mais lenta e complicada que a facada eleitoral.

Sílvio Luiz Belbute
Jornalista e sociólogo
Mtb 0018790/RS

Pandemias na História

Não conseguiu acompanhar a live de ontem? Se problemas, está na íntegra no YouTube. Clica ali e assiste, comenta e se gostou, compartilha.

Pandemias na História

Como governos e populações reagiram às pandemias ao longo da História.
Este foi o bate papo com Christian Astigarraga Ordoque, historiador e consultor.

https://youtu.be/kaSa3v_L0uY

Ensino em tempos de pandemia

Para quem não conseguiu acompanhar a live, segue o vídeo, já no YouTube:



Converso com Tânia Zagury, filósofa, mestre em Educação, professora Adjunta da UFRJ, escritora com 34 livros publicados no Brasil e no exterior (Livros traduzidos para Itália, França, Espanha, Canadá, Cuba, Argentina, Uruguai, República Dominicana), conferencista com mais de 5000 palestras e cursos ministrados, diretora da Zagury Treinamento Educacional.

Infelizmente o áudio não ficou bom e numa outra oportunidade agendarei outro bate papo, para retomarmos este tema.



https://youtu.be/NjumckvM8Ss

Falsos moralismos


“Só pode ser feliz um Estado edificado sobre a honestidade.”(Aristóteles)

Sempre tive medo daqueles que propagandeiam sua honestidade e retidão. Não raro, logo são descobertos como falsos moralistas. Aquele que é honesto, não precisa propagandear sua honestidade. Se o faz, não está seguro da mesma, ou quer encobrir em seu manto, suas desonestidades.

Ser honesto é ser verdadeiro, primeiramente consigo. Suas palavras e ações devem ser coerentes, jamais forçadas.

Em nossa história temos diversos exemplos de governantes propagandearem suas honestidades e logo a seguir descobrirmos suas falcatruas, suas corrupções (não apenas em avançar sobre o erário público), transformando ou reafirmando o patrimonialismo – usando o Estado como extensão de sua propriedade.

Getúlio Vargas preferiu o suicídio, ao ser confrontado com as corrupções descobertas em seu governo. Redigiu “Carta aos brasileiros”,enaltecendo suas qualidades e acusando aos outros por seus erros.

Jânio Quadros escolheu a renúncia, oito meses após ser eleito com o slogan de “varrer a corrupção”. O símbolo de sua campanha era uma “vassoura”e seu gingle "varre, varre, vassourinha”.

Collor de Melo se apresenta como o “caçador de marajás”, prometendo extirpar do setor público aqueles que se locupletavam. Renuncia antes de ser impeachado, pego em “tenebrosas transações”.

Lulla e o PT se apresentaram como as “vestais da honestidade”. O ex-presidente acabou preso por corrupção e sua sucessora – Dilma Roussef -  foi apeada do poder por suas “pedaladas”, drenando os recursos do petróleo brasileiro para as burras partidárias.

E chegamos ao capitão, apresentado à nação com reputação ilibada, mesmo tendo sido reformado pelo exército (onde era um tenente), por indisciplina, após julgamento por tentativa de atentado a bomba contra sua corporação. Não faltavam indícios de sua conduta e de seus filhos, utilizando seus cargos políticos para seu proveito próprio. E agora – infelizmente somente agora – os fatos ganham a luz do dia, saídos das sombras de seus gabinetes nas assembleias estaduais e câmara federal.

Tratado como mito e aproveitando-se – como sempre – das reputações alheias, como que desejoso de emprestar-lhe a respeitabilidade, busca na popularidade e currículo do ex-juiz da maior operação contra a corrupção no país (algoz de políticos e endinheirados empresários), carimbar seu governo com o selo da honestidade que lhe falta.

Mas o desonesto tem dificuldades em conviver com a probidade. Assim como o honesto jamais conseguirá compactuar com os corruptos. Logo, aquela “carta branca”é borrada com as tintas das falcatruas que desejava impor.

A história, mais uma vez, se repete. Não como farsa – como pregava Marx – mas como reafirmação aristotélica: só pode ser feliz um Estado edificado sobre a honestidade.

Sílvio Luiz Belbute
Jornalista e sociólogo
Mtb 0018790/RS

Polarização em tempos de redes sociais



Bate papo com o jornalista e editor do #atitudepositiva Renato Martins

E daí? - 59o dia da quarentena - 29/04/2020

E daí? - 59o dia da quarentena - 29/04/2020

Em nada me surpreende a falta de empatia do Sr. Presidente da República.
Quem enaltece torturador; quem diz não ter havido ditadura no Brasil - dando um tapa na cara nas famílias enlutadas pela morte de seus filhos nos anos de chumbo (dos dois lados); quem demite seu ministro da saúde em meio a maior crise de saúde da história do país, por puro ego...
Não, em nada me surpreende...disto eu já sabia.
Me surpreende é o nível de fanatismo de seus seguidores, rindo de sua frase, aliando-se a ele em seu menosprezo pela vida humana.
O presidente virá ao Rio Grande do Sul para prestigiar a troca de comando no exército, mas nunca foi a um hospital de campanha, nunca elogiou os hercúleos esforços dos heróicos homens e mulheres, das equipes médicas, colocando em risco suas vidas para salvar outros. E muitos já tombaram nesta guerra.
"Se as feridas do teu próximo não te causam dor, a tua doença é ainda pior que a dele" (desconheço a autoria)


20o dia da quarentena - partidarização da pandemia

O Brasil é um país que cansa. Conseguem partidarizar até uma doença.

19o dia da quarentena

Refugiado em Jardim Atlântico, fugido de Porto Alegre, para diminuir a possibilidade de topar com o covid-19.
Lendo muito e buscando informações científicas confiáveis sobre a pandemia.
19o dia da quarentena

É o momento de manter a serenidade - 19/03/2020

Pânico, histeria e medo são piores que a contaminação pelo covid-19. Este é o momento de serenidade. Seguirmos as orientações médicas, das pessoas da área da saúde, dos cientistas. Não ajude a espalhar "fake news", não vá atrás de papo de comadre. Não tem chá, não tem poção mágica. Não tem vacina - as noticias de que Cuba já teria a vacina é falsa. Muitos países ainda estão na fase de pesquisa e testes, isto demora até que possam chegar ao agente de imunização e colocá-lo no mercado com acesso a toda população.
Se tu fores ao supermercado ou farmácia, comprar em grandes quantidades, estarás colaborando para o desabastecimento, que levará a elevação dos preços. A máxima do mercado é "produto raro, produto caro". Então, seja empático e solidário. Não pense apenas no teu umbigo, olhe para o lado, para o outro ser humano que também precisa.
E principalmente NÃO SAIA DE CASA.
Assina o canal, dá um like no vídeo. Comenta, critica, sugere pauta: SBelbute

https://youtu.be/ly5rFOTyimM

Agradeço aos apoiadores:

Softsul - 51 3346-4422 - Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software

BBC Informática - 51 3212-1231 - Instalação e configuração de redes, roteadores, computadores e notebooks

SAGESC - Sistema de Administração e Gestão de uma Empresa Simples de Crédito - 51 98405-6969

Psicóloga Clínica Cris Cordal - 51 996 49 9494

CIUPOA - Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre - 51 99373-9158

Para anunciar, entre em contato pelo email ou Whats: belbute@gmail.com | +55 51 992 400 914